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Sonda Vesical











SONDA VESICAL DEMORA OU DE ALIVIO

Introdução:
Como os sistemas renal e urinário produzem transporte, coletam e excreta a urina, sua disfunção prejudicará o equilíbrio de eletrólitos e ácida-base, bem como a eliminação de resíduos. Para restaurar ou facilitar o funcionamento urinário geralmente envolve a inserção temporária ou percular. A cateterização também permite a monitorizarão dos sistemas renal e urinário, ajudando no diagnostico da disfunção.
Os distúrbios mais frequentes do sistema urinário ocorrem por causa de obstrução, neoplasias, cálculos ou infecção, ou uma inter-relação entre todos.
Na glomerulonefrite, o processo inflamatório nos glomérulos tem uma fase autoimune.
A absorção de substancias nefrotóxicas, mudanças vasculares tais como as que ocorrem na hipertensão e algumas doenças sistêmicas podem danificar os rins.
Qualquer redução do fluxo sanguíneo nos rins pode produzir insuficiência renal. As lesões dos rins e da bexiga urinaria também poder ser resultado de um traumatismo.

Objetivo da inserção de sonda:
Com a PM o objetivo é tratar das incontinências urinaria, retenção urinaria distúrbios obstrutivos (cálculos urinários, hipertrófica prostática, estenose uretral, neoplasia renais) drenos urinários, irrigação vesical,
Assim a equipe de enfermagem poderá fazer o controle de eletrólitos do paciente, para que sua patologia seja tratada de forma adequada.
Em caso de pacientes pós-operatório, a sonda é inserida devido a não deambulação do paciente, onde o controle de eletrólitos deve ser  total (dependendo do motivo da cirurgia, mas principalmente se for sobre o trato urinário)
A sonda é introduzida também no pré-operatório conforme prescrição medica.
PRINCIPAIS OBJETIVOS:
Obter amostras de urina, livre de contaminção (CVA);Impedir a distensão da bexiga( CVD);Manter o cateter nos casos de incontinência urinaria(CVD);Irrigar a bexiga no caso de ressecção trans-uretral de próstata(RTU);P.O prostatectomia ( CVD 3 vias); Intervir na retenção urinária,controle de diurese; Auxiliar em exames (Cistostomia, Uretrocistografia miccional)




A diferencia entre a de Alivio e de Demora:
Vai de acordo com a necessidade do paciente.
A de demora, o paciente fica em torno de 15 dias com a sonda, tendo que ser trocada sempre de forma asséptica.
A de alivio, pra alivio de imediato do paciente a excretar urina.
Definição: 
Tubo que se introduz no organismo em canal natural ou não, para reconhecer- lhe o estado, extrair ou introduzir algum tipo de matéria.
Cateter: Instrumento tubular introduzido no organismo para retirar líquidos, introduzir sangue, soro, medicamentos e efetuar investigações diagnósticas.
A diferença entre sonda de duas e três vias
Duas vias:
Na extremidade distal da sonda se encontra duas ou três vias, uma para ser conectada a bolsa de drenagem, uma para irrigação continua da bexiga, e a outra para insuflação do balão de retenção.

O que é Sondagem vesical:
 É a introdução de um cateter na bexiga, através da uretra para drenagem de urina.
URETRAL SUPRA-PÚBICA
  • Uretra feminina=3 a 4 cm
  • Uretra masculina 18 cm.
Tipos de Sondas
  • Sonda vesical de nelaton Alívio (CVA)
  • Sonda vesical de Demora (SVD)
  • Sondas Vesicais de duas e três vias (CVD)
Procedimento:
TÉCNICA PARA SONDAGEM VESICAL NA MULHER E NO HOMEM
  • TÉCNICA ASSÉPTICA PREPARA DO MATERIAL
  • ORIENTAÇÃO AO PACIENTE POSICIONAMENTO
  • ANTI-SEPSSIA
  • COLOCAÇÃO DE CAMPOS
  • INTRODUÇÃO DA SONDA
  • INSUFLAÇÃO DO BALÃO
  • CONEXÃO DA EXTENSÃO
  • FIXAÇÃO DA SONDA (DEMORA)
  • CATETERISMO VESICAL FEMININO:


Bandeja contendo:
  • 1 pcte de cateterismo vesical (cuba-rim, cuba redonda, bandeja, pinça pean));
  • 2 pctes de gazes estéril;
  • 1 seringa de 20 mL;
  • 2 cateter vesical compatível com a idade e indicação;
  • Água destilada;
  • Sistema de drenagem fechado estéril;
  • Lubrificante (xilocaína gel 2%) estéril;
  • 1 agulha 40/1,2mm; Antisséptico (PVPI tópico ou clorexidina);
  • Luva estéril;
  • Esparadrapo (adesivo);
  • Saquinho para lixo;
  • Material para lavagem externa (higiene íntima);
  • Impermeável;
  • Luva de procedimento;
  • Biombo e foco de luz S/N;
  • Campo fenestrado estéril com abertura lateral;
  • Forro.
MASCULINO
  • Acrescentar somente uma seringa de 20 mL.

Um dos objetivos durante o tratamento de pacientes com problemas renais ou urinários é ajudá-lo a aceitar um procedimento invasivo ou ajusta-lo a uma nova imagem do corpo.
Comece a realizar este objetivo avaliando a quantidade e o tipo de informação requerida (e capaz de ser absorvida pelo paciente) s respeito do procedimento. Em seguida, apresente ou reforce tais informações, mostrando ao paciente o que deve ser esperado.



Removendo a sonda Vesical:

A sonda vesical deve ser removida quando a descompressão da bexiga não for mais necessária, quando o paciente voltar a urinar normalmente, ou quando a sonda estiver obstruída. Dependendo do período que o paciente passou com a sonda, o medico pode solicitar um treinamento para a bexiga antes da remoção da sonda.

Equipamento:

Algodão absorvente; luvas; compressas com álcool; seringa de 10ml com ponta fixadora  rosqueável (tipo luerlock); comadre.






Ação da Enfermagem:
Fase preparatória
1. Orientar o (a) paciente quanto ao procedimento a ser realizado
(paciente se sentira mais seguro (a) se o procedimento for explicado)
2. Preparar todo material a ser utilizado
3. Proporcionar ambiente privativo
4. Promover a lavagem externa da região perineal com sabão antisséptico e enxaguar
(para retirar completamente o excesso do sabão)
5. Colocar a paciente em posição ginecológica protegendo-a com lençol.
6. Colocar o impermeável sob as nadegas da paciente
(para evitar o desconforto de ficar em leito molhado durante o procedimento)
7. Observar se há boa iluminação
(para facilitar o acesso ao meato urinário)
8. Lavar as mãos e calçar luvas estéreis.
(buscando reduzir a possibilidade de infecção)
Fazer de Realização
1.       Lubrificar a sonda
2.       Separar os pequenos lábios, de modo que o meato uretral seja visualizado.
3.       Limpar ao redor do meato uretral com um preparado iodado:
§  Manipular as gazes para a limpeza com uma pinça
§  Utilizar a gaze uma única vez
§  Se o paciente for sensível ao iodo utiliza-se outro agente antisséptico sem iodo.
4.       Introduzir a sonda lubrificada , através do meato uretral, usando técnicas assépticas, até a saída de urina.
a.       Certificar-se se a sonda não é muito grossa para o meato uretral.
b.      Manter-se a extremidade externa da sonda dentro da cuba rim estéril.
5.       Inflar o balão de acordo com as instruções do fabricante.
6.       Mobilizar a sonda suavemente e conecta-la ao sistema de drenagem
7.       Fixar a sonda da face interna da coxa. Não traciona-la






Assistência ao Paciente com a Sonda de Demora e Sistema de Drenagem Fechado
1.       Evitar a introdução de microorganismos no meato uretral
a.       Limpar ao redor da junção meatosonda, pelo menos duas vezes por dia, com um sabão antisséptico.
b.      Ensinar o paciente a limpar ao redor da sonda

2.       Ao colher urina para cultura
Utilizar técnica preconizada pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar de sua unidade ou segundo norma do Ministério da Saúde.
3.       Princípios para lidar com o sistema fechado.
a.       A bolsa de drenagem não deve ser colocasa acima do nível de bexiga do paciente
b.      Não se deve permitir ao acumulo de urina no tubo, para evitar infecção.
c.       A bolsa de drenagem não deve tocar o chão
d.      A bolsa é esvaziada a intervalos de 06 a 12 horas

Retirada pra troca ou retirada da sonda vesical
Material:
Gaze
Solução antisséptica
Luva estéril
Seringa
Cuba estéril
Pinça
Ação da enfermagem pra retirada da sonda
1.       Orientar o paciente sobre o procedimento
2.       Instituir um esquema de reeducação da bexiga
a.       Fechar a sonda por período de 1 a 3 horas
b.      Abrir a sonda a intervalos regulares, possibilitando a eliminação de urina
c.       Aumentar progressivamente o período em que a sonda permanece fechada, de acordo com a capacidade vesical do paciente.
3.       Limpar a região ou glande com solução antisséptica
4.       Esvaziar o balão da sonda vesica
5.       Fechar a sonda com pinça e desconectar a sonda do sistema de drenagem
6.       Observar sinais de infecção e de desconforto ao urinar
7.       Registrar em prontuário
]

   Sonda já fixada na uretra, presa de modo que o paciente se mova com facilidade, no leito, sem correr o risco de mover a sonda.

      *observe na figura, que a sonda é de três vias: irrigação, coleta e  fixação.









            
















10 comentários:

  1. Se a sonda de alivio / demora for introduzida no canal vaginal o q pode acontecer? e se a paciente está gravida?

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    1. bom vai ser fácil a percepção! pois não vai ter presença de urina na sonda, sendo assim, a mesma terá que ser retirada e ser feita uma nova introdução, com uma nova sonda no cana da uretra, e não é dificil diferenciar um canal do outro. Em caso de gravidez, acredito que a sonda não chegar a entrar no útero.

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  2. valeu muito útil aos alunos da turma de téc de Enfermagem

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  3. Muito bom! De muitos que procurei, esse foi o único que não usou uns termos desconhecidos por mais que tenha na área da enfermagem.

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  4. Muito bom! De muitos que procurei, esse foi o único que não usou uns termos desconhecidos por mais que tenha na área da enfermagem.

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  5. Muito bom! De muitos que procurei, esse foi o único que não usou uns termos desconhecidos por mais que tenha na área da enfermagem.

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  6. Estive internado para troca de um Duplo J, apos muitas tentativas pode ser feito o procedimento. Devido ao procedimento estou com obstrução. Hj a noite tive alta hospitalar, foi tentado algumas vezes passar a sonda de demora mais sem sucesso, obtiveram exito passando a de alívio, que foi presa ao pênis por esparadrapo, foi orientado a permanecer com ela ate a próximo terça-feira (01/04).
    Estou preocupado e gostaria de opinião sobre essa situação.

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  7. Boa noite Ronaldo!! Primeiramente minha pergunta é : por acaso vc tem conhecimento de cálculos renais apos ter sido realizada a troca do DuploJ? A obstrução pode ter sido causada devido a cálculos renais. O DuploJ é para retirada de cálculos.
    Quanto ao precedimento da sonda.
    Bom! não faz diferença se a sonda é de alivio ou de demora, se o calibre for de numeração certa. Pra cada paciente é usado a sonde de acordo com o necessário. Portanto, a sonda que esta a utilizar é de demora, só trocaram o calibre do tubo. A data pra orientada pra retirada da sonda, é o tempo limite pra você fique com ela, pelos parâmetros do hsp. Não se preocupe. Todo o procedimento foi feito de forma correta e pra seu conforto quanto a saída dos cálculos.

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    1. quanto tempo o paciente pode ficar com sonda de demora

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